terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sobre Séries e Vícios.

Qualquer coisa toma conta da minha razão no final de um episódio, quando aparece a mais odiada combinação de letras pra um viciado, como eu: "To Be Continued"

Meu mundo já girou muito mais ao redor disso tudo... e ainda bem que passou, a final, observar a vida que passa por ali, presa numa caixa preta, exposta somente por um pedaço de vidro e bombardeios de cenas congeladas, não é a melhor opção.

Mas o que, deos, o que é mais aterrorizante no mundo do que imaginar, durante uma semana inteira, o que vai acontecer naquela camara de gás enquanto a sentença é discutida, naquele trem que explodiu, naquela nave alienigena que sumiu no breu com o amor da sua vida ali dentro, na troca de universos ou naquele choro inconformado de adeus... NADA!

O que emociona mais do que ouvir pela primeira vez o nome do filho deles, o perdão pelos segredos entre melhores amigos, a proteção entre esses, a descoberta da confiança entre antigos rivais e o desfecho mal elaborado, ruim das pernas, desesperado por algum sentido de sua série favorita, repetindo a cena mais classica de 9 anos atrás.

E não são poucas a vezes em que eu acho que sentir tudo isso é absurdo e até ridículo... mas porra, não é!

Quem conhece, sabe... e quem sente, apóia e dá um risadinha de leve, que vem junto com o alívio de não ser o único louco por aqui.

Pots.

A gente somos inútel!

Com todos esses meios de compartilhar o que se passa por aí, por aqui (dentro e fora perhaps), confesso ficar um pouco aterrorizada na idéia de rendição por mais um .. e um que tenha realmente espaço pra isso.
Por isso, companheiros de aventuras, prometo (por ora) não ficar filosofando sobre a vida, ou encher de coisas bonitinhas ou depressões opcionais... é mais a necessidade de comentar sobre (minhas) inutilidades.. sabe?